
Por vezes, penso que quando nos apaixonamos amamos duas vezes: a imagem da paixão e a realidade do ser. Olhamos o outro cheios de vertigem: entre aquilo que parecem e aquilo que procuramos. No meio disto tudo nem sempre parámos para ver quem realmente está à nossa frente. Só depois do acto consumado, da conquista efectuada e do prémio recolhido é que os olhos aclaram e percebem o que têm diante de si: uma pessoa.
E depois, continua o mesmo fascínio?
Pois.
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