O cinema diz-nos que o amor vence e os amantes vivem felizes para sempre. Muitas vezes, em casa, vemos o sonho do amor desaparecer. Crescemos ouvindo que o amor vedadeiro é a redenção de todos os males. Damos os melhores conselhos aos outros que sofrem de amor. Mas fugimos da realidade de entregar o nosso coração com medo de sofrer.
Em todo o lado ensinam-nos a gerir os sentimentos, com uma certa inteligência emocional.
Eu caio, muitas vezes, na ilusão infantil de que podemos viver muito bem sem amar alguém ou o amor de alguém. É muito mais fácil a negação das nossas necessidades, que o risco e a incerteza que nos pode trazer.
Mas pagamos um preço elevado com tudo isto: a destruição do que temos, não deixar aproximar alguém que esteja interessado, outros ficam sem saber o que fazer.
Se realmente queremos ser felizes a verdade é que é o amor, na sua multiplicidade de formas, que nos une. E há que aprender a ouvi-lo, a deixar-nos ouvir e a deixra-nos levar.
E deixar o coração ser tudo o que quer.

Sem comentários:
Enviar um comentário