terça-feira, 24 de maio de 2011

Tamanho do amor





Numa tarde quente como esta, sabe bem estar numa esplanada a beber uma fresquinha com os amigos. Por mais volta que possamos (e continua a minha dúvida em relação ao acento) dar, a conversa acaba sempre nos amores e desamores, encontros e desencontros que vamos fazendo pela vida fora. E todas são importantes, porque fazem parte daquilo que somos. Constroem-nos. Mas na realidade o que se vai constatando é que por vezes amamos demais uma pessoa e outras vezes somos amados em demasia, pela outra. Como se existisse um desequilíbrio de amor. Como se o amor não fosse todo do mesmo tamanho. Não seria ideal encontrar uma pessoa com o mesmo tamanho de amor que o nosso? Porque será que há sempre um que ama mais que o outro? Será que um ama demais e o outro tem medo do amor?
Por vezes (muitas vezes) apaixonamo-nos pelo impossível, aquela pessoa que sabemos exactamente que não podemos ter e vivemos obstinados por esse amor e numa ilusão vivemos um amor platónico, ideal, imaginário, porque nunca se realizará. Não será uma forma de fugirmos ao amor?
Na verdade o amor não se explica, não tem regras, nem auto-estradas. Vivemos do amor das pessoas que amamos ao longo da vida e do qual somos feitos.
O amor pode ser avassalador, mas será sempre amor...um milagre.

Bela fresquinha a de hoje.


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